Faltando menos de uma semana para a estréia de Breaking Dawn – Part 1
Entretanto, com base em Breaking Dawn—Part 1, o mesmo não pode ser dito sobre o final da série, que parece tão inchado e tão anêmico quanto a própria Bella se torna durante a sua gravidez. O filme é como um bolo de caranguejo com três ou quatro pedaços de caranguejo nele cercado por um monte de recheio sem graça. Mas muitas pessoas não podem dizer a diferença ou não se importam, que será em grande parte verdade para o público cativo do filme. Se passando em um lindo cenário arborizado que poderia facilmente ser na próxima propriedade abaixo do lugar da recepção do casamento de Melancholia [2011], de Lars von Trier, as núpcias de Bella Swan [Kristen Stewart] e Edward Cullen [Robert Pattinson] só pode ser plausivelmente denominada de o casamento do século na maneira que o Edward quer dizer quando ele diz à sua noiva de 18 anos de idade que, “Eu tenho esperado um século para casar com você”. Desenhado para durar perto de meia hora na tela, a alegria das preliminares e o evento que segue é sobrecarregado por um forte sentimento de mau presságio, não porque todo o mundo está chegando a um fim, como em Melancholia, mas porque isso significa que a Bella logo vai passar da vida humana para o lado dos vampiros.
Ao receber o convite de casamento, a primeira reação do amigo da Bella, Jacob Black [Taylor Lautner] é de se transformar em lobo e correr irritado para a floresta, mas ele acaba finalmente aparecendo para desejar-lhe o melhor antes do feliz casal embarcar para o Rio, que é tão pouco visto que não parece ter valido apena a viagem. Na sua lua de mel exuberante, Edward é muito cavalheiro, até demais, talvez para a Bella. Eles nadam pelados à noite ao som de algumas músicas incrivelmente enfadonhas, eles são muito afetuosos e compreensíveis uns com os outros, e então de manhã o quarto está em desordem total; nós nunca vemos nada do que acontece entre isso, nenhum momento de real rendição, que é o que a série vem construindo ao longo da história. Onde se espera legitimamente registrar o que Bella sente sobre finalmente se entregar completamente ao que ela desejou ,mas resistiu por tanto tempo, tudo o que se tem são interlúdios frouxos e lânguidos do que ainda parece ser um amor superficial. Bem rídiculo e muito decepcionante.
Mais ou menos na metade do filme, Bella descobre sua gravidez inesperada, levando a um retorno rápido para casa. Quando Jacob vem e observa a agora já tão óbvia condição dela, ele grita uma acusação para Edward: “Você fez isso!”. Enquanto Edward procura uma resposta adequada, Jacob foge novamente, enquanto a tribo de lobisomens locais reage com muita exposição de dentes e brigas internas sobre o que fazer. Nesse tempo, Bella se torna pálida e magra, e parece a ponto de definhar; parece que o feto está sugando todos os nutrientes para si, e não deixando nada para mãe, que não consegue mais comer comida normal. Há apenas uma solução para essa situação, a administração do que traz Bella de volta à vida, e empurra a Parte 1 em direção a seu fim.
Durante as cenas muito lentas e arrastadas da deterioração de Bella, pode-se observar que Kristen Stewart aparece progressivamente esquelética, e tão pouco está acontecendo no filme que você é obrigado a questionar se ela perdeu peso digitalmente ou da maneira convencional. Depois da energia e vivacidade evidente em seus trabalhos como diretor de “Deuses e Monstros”, “Kinsey – Vamos falar de sexo” e “Dreamgirls – Em busca de um sonho”, parece que o diretor Bill Condon caiu em uma espécie de transe ao fazer esse filme, tão devagar é o ritmo quanto banal é o roteiro obediente de Mellisa Rosemberg, cena a cena, momento a momento. Realmente parece como se 40 minutos, e não duas horas, seriam suficientes para transmitir tudo o que é necessário ser coberto.
Mesmo o normalmente de primeira compositor Carter Burwell, é tragado para baixo pela ocasião, embora sua música instrumental é um pouco menos aguado do que a coleção de canções que dominam a trilha sonora.
Os atores a muito já definiram suas performances, e não há surpresas nesse ponto. No final, dado o tão pouco que se passa em Breaking Dawn—Part 1, exceto os acontecimentos principais, o que resta é assistir os três atores, cada qual com seus próprios motivos para serem eminatemente assistíveis. A única esperança é que todos eles tenham mais a fazer da próxima vez.
Fonte: Foforks


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